Oi, meu povo!

Hoje quero dividir com vocês uma oportunidade ímpar: DUNAS!

Uma peça teatral e poética MARAVILHOSA! Um trabalho de dramaturgia e construção de espetáculo, PRIMOROSO! E a atriz, dramaturga, produtora e idealizadora, junto com o Jonathan Andrade, amor da minha vida, é Catarina Melo, uma das integrantes do De bar em bar!

Então, compareçam!!! O ingresso está à R$ 5,00 a meia. Melhor que isso, só de graça! Hehehe…

Já vi Dunas na última temporada em que estiveram em cartaz e achei a peça tão leve, suave, delicada… Seu cenário, luzes, figurino e atores; dramaturgia, direção a apresentação; tudo me ENCANTOU!

A química entre os atores é FASCINANTE! O texto, leve, reflexivo e preciso. Transportados para aquele deserto de areia, pó, folhas e vento, vivemos uma realidade que toca fundo o coração!

Logo, NÃO PERCAM A OPORTUNIDADE!

Dunas está em temporada no Teatro Goldoni (208/209 Sul, Casa D’Itália), de 23/10 a 1/11, sexta e sábado às 21h e domingo às 20h.

Preço: R$10 (inteira) e R$5 (meia)

Classificação Indicativa: Livre

Informações: 9941-1553 e 8501-2366 ou

Blog: http://www.gruposutilato.blogspot.com/

Beijos, meu povo lindo!

dunas

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Colaboração do nosso fiel seguidor no Twitter, @ChanlyPaesLeme! Hahahaha! 😀

Importantíssima pesquisa para o mercado etílico:

“Um estudo recente realizado pela Universidade Federal de São Paulo (USP) mostrou que cada brasileiro caminha em média 1.440 km por ano.

Outro estudo feito pela Associação Médica Brasileira (AMB) mostrou que o brasileiro consome, em média, 86 litros de cerveja por ano.

A conclusão é animadora: o brasileiro faz 16,7 km por litro… E AINDA É FLEX…”

Flex

Esta semana fizemos uma viagem sem sair de Brasília. O De bar em bar foi ao Lapa! Um pedaço do RJ bem aqui…

Foi muito bom! Novamente, muitas visitas e histórias que vocês vão ADORAR!

Chegada:

Chegamos quase que juntas! Eu errei um pouco o caminho… (Fui parar na quadra debaixo e só percebi depois de estacionar, é mole?!) Parte boa: Na quadra certa, há vagas, MUITAS VAGAS! Pra quem dirige por aqui, sabe o quanto este é um ponto positivo!!!

Pegar uma mesa não foi problema tampouco. Pois o bar, mesmo em dia de jogo, é tranquilo para sentar. Olha que bafão! Como nossos encontros são às quartas, alguns detalhes são importantes… Vamos a eles!

Há 2 TVs no bar, cada uma com um jogo diferente… É tão bonita a tolerância! Uma das TVs transmitia o jogo do Flamengo com o Inter, não por acaso estávamos perto desta… Antes era só a Tati, agora tem o Cris… Tô vendo o dia em que metade da mesa vai torcer pra esse time! Ser flamenguista parece que pega, né?! Hehehe. Na outra TV, tínhamos o jogo do São Paulo com… Esqueci! Foi mal!!! Enfim, o jogo que acompanhávamos estava bem animado… Aos 25 mins de jogo, já havia 4 gols e o Flamengo estava de uniforme branco. Como o do Inter é vermelho, teve gente que quase torceu pro time errado, pode?! Mas, vamos pro que interessa!

Os Bebes do Bar:

Oh, gente! Tão difícil falar deste tópico… Vocês acreditam que nenhuma das integrantes do De bar em bar estava bebendo neste dia? Eu sei! É um antagonismo BIZARRO, mas as circunstâncias da vida nos obrigam a cada coisa!!! Por isso, este lindo brinde com amáveis latinhas de refrigerante… (Imaginem que neste momento estou dando aquela risadinha sem graça, meio de lado, com uma cara ótima!) e tirem a prova vendo esta linda foto!

Brinde com refrigerante?! Isso não é coisa de Deus!...

Brinde com refrigerante?! Isso não é coisa de Deus!...

Tudo bem! Passou! Passou… Enquanto isso, Cristiano e Sebastião salvaram a noite! Foram os únicos na cerveja! Olha como estão mais felizes!…

Oh, felicidade!

Oh, felicidade!

Enfim, o chopp tinha 3 dedos de espuma! Coisa que poucas de nós gostam… Os meninos disserram estar bem gelaaado! E nosso garçom, Raimundo, compadeceu-se de nossa dor e nos deu váááárias dicas:

  • Aos sábados, não há mais feijoada. Pra quem gosta, pena!;
  • A caipirinha de limão e abacaxi, de domingo a terça, custa a metade do preço. Ôba! Ôba!;
  • O chopp, de segunda a sexta, das 17 às 20, também é a metade do preço. Mais ôba! Ôba!;
  • Segundo Raimundo, os dias mais cheios da casa são quinta e sexta. O que explica a facilidade com que conseguimos uma mesa!

Vamos aos preços:

  • Refri – R$ 2,95;
  • Chopp – R$ 4,30.

Os Comes do Bar:

Pra variar, comemos… Não muito, desta vez! Oh, dia atípico este! Os pedidos demoraram consideravelmente para chegar… Não sei se é técnica pra aumentar a fome e tornar o tempero melhor. Se for, quase funciona! A batata frita com cheddar e bacon, nosso primeiro pedido, estava com o bacon bem fritinho… Mas, a batata estava meio crua e o cheddar não tão bom assim!

Já o espetinho de filé mignon, de acordo com a Bia, estava muito bom! A carne era bem macia e ainda acompanha vinagrete e farofa. Tudo de bom! Um ouitro grupo comeu a porção de Carne de Sol com mandioca frita (pessoalmente, prefiro mandioca cozida, mas…) De acordo com a avaliação das meninas, a pouca carne que tinha no meio de um milhão de mandiocas era ótima! Hehehe. Se fosse cozida, dava pra improvisar um escondidinho!!! Boa, né?! Não?…

Um de nossos convidados chegou depois e acabou pedindo o Sanduíche Lago (filé, cheddar, tomate e batata frita). De acordo com o André, era caro, mas saboroso! Homem avalia com tanta precisão!!! Fico passada!

Mas, os preços são:

  • Batata com cheddar e bacon – R$ 17,00;
  • Espetinho de filé mignon – R$ 2,00;
  • Carne de Sol com mandioca frita – R$ 25,00;
  • Sanduíche Lago [filé, cheddar, tomate, bata frita] – R$ 17,00.
Que gostoso!

Que gostoso!

Cliente Assíduo:

ADORO quando conseguimos achar e falar com o cliente assíduo. E quando ele é  e o Sr. Fernando então, é TUDO DE BOM! Por quê? Vamos às apresentações:

Sr. Fernando é jornalista, ótimo cicerone e extremamente disposto a uma boa conversa! Como ele mesmo afirmou, só não é perfeito porque  “ninguém é perfeito”. Hehehe. É carioca e frequenta o local desde que ali funcionava o Bar do Professor. Seu xará, Fernando, vendeu o bar para o Jeremias, mais conhecido no meio dos bares de Brasília como Jera. Ele pontuou que o bar cobra caro para selecionar sua clientela! Sempre toma a sua Seleta em copo especial. Isso é que é cliente VIP! Ainda chegamos lá!

Claro que conversamos. Conversamos! Conversamos… Mas, haja Post pra tudo isso… Logo, ficamos por aqui com o Sr. Fernando e mais uma dica pra quem aprecia uma boa bebida: O Clube do Whisky também se encontra no Lapa. Interessados, né?! Hehehe.

Banheiros:

É! É… Como falar do banheiro… É limpo, com sabão líquido, toalha de papel, lixeira legal e prática… O problema é dividir espaço com todas essas coisas… Já viajou de ônibus? O que acontece se você fica apertado? Pois é! Muita coragem pra enfrentar o banheiro, né?! Então, guardando as devidas proporções, é isso! Nunca vi banheiro tão APERTADINHO! Com força! Sabe quando fica difícil até fechar a porta… É! É… Põe apertadinho nisso! Mas é limpinho, tá!

Nossas Visitas:

Nossos convidados são LINDOS, ABSOLUTOS, só não são a Stéfani! São eles: Roger, Deh (André), Thi (Thiago), Cristiano(da Paty, hein?!) e o Sebastião. Abrilhantaram nossa noite com muita conversa boa e diversão. Meninos, sintam-se à vontade pra estarem sempre entre nós! Adoramos!

Lindos, né?! Mas são nossos!

Lindos, né?! Mas são nossos! Hehehe.

Curiosidades:

  • Há comanda individual, o que facilita MUITO no momento de pagar! Sabe como é, mulheres e calculadoras, nem sempre é uma boa combinação! Hehehe;
  • Delivery para clientes que beberam e são responsáveis. Tenho feito meu esforço, e vocês? Para a Asa Sul, Asa Norte, Sudoeste e Cruzeiro – R$ 10,00. Para Lago Sul e Lago norte – R$ 15,00. Funciona de segunda a sábado, até 1 da manhã. Então, se for utilizar este serviço, não resolve muito tarde não, tá!;
  • Os garçons são bonitinhos. Um deles, o Salvador, é professor de Literatura durante o dia. Bafão, né?!;
  • A mesa gruda! É isso mesmo, GRUDA! Tipo que seu braço fica nela pra sempre… Eles utilizaram um silicone nela neste dia. Bizarro! Espero que já tenha secado por agora!

Conclusões:

Este pedaço do RJ na capital federal é bem legal! Clima bom, gente bonita e muitas fotos da nossa sede olímpica pra 2016. Um VIVA à cidade MARAVILHOSA!

Tão lindos!

Tão lindos!

Até semana que vem com o bar desta última semana, o Miau que mia. Foi tudo de bom!

Estamos de volta, meu povo!!!

Depois de um tempo para denúncias e a troca de opiniões democrática, voltamos a nossa boa e usual avaliação do bar da semana. Porém, o Cabana não é bem o bar da semana. Ele foi esse bar há algumas semanas… Mas, antes tarde do que nunca, né?!

Então, vamos lá!

Chegada:

Chegamos brilhando, glamurosas, abafando, ARRASANDO mesmo! Como não conhecíamos o bar, combinamos de entrarmos quando já estivéssemos juntas. Assim, depois de alguns minutos de concentração, lá fomos nós…

Passamos por um local bem estreito (um corredor mesmo!) que era o bar em si, até chegarmos ao fundo onde algumas mesas e cadeiras de plástico estavam colocadas. Não havia muita gente o que fez com que nossa presença ficasse ainda mais evidenciada!

Fora uma moça que já estava em outra mesa, éramos as únicas mulheres do bar. E, quando falo bar, quero significar um bar mesmo! Este foi o bar mais bar em que estivemos até agora. Duvida? Então, leiam nossa aventura!

 

Arrasamos!

Arrasamos!

 

 

Os Bebes do Bar:

Chegamos, ainda muito ingênuas, pedindo pelo cardápio, claro! Mas, NADA! Então, pedimos por alguma outra coisa em que estivessem escritas as opções de bebida e comida. Mesmo assim, NADA! O garçom disse que eles não trabalhavam com nada assim, não. Pensamos… Que bafão!

Então, pedimos para ele dizer o que tinha, pois estávamos, como sempre, famintas… Ele nos deu a farta opção de: cerveja, conhaque, vodka, campari… Como ainda era uma incógnita a comida, achamos melhor ir de cerveja mesmo!… GELAAADA! Amamos!…

Claro que com cerveja e ainda sem comida, só podia rolar papo de bêbado na mesa, NE?! Muitasss revelações… Mas, para desespero dos curiosos… É tudo (segreeedoooo)!

Vamos aos preços:

 ·         Cerveja: R$ 3,90;

·         Refri: R$ 2,00.

 

Os Comes do Bar:

Mas, a fome ainda estava lá, batendo insistente nas nossas pobres barriguinhas de passarinho!!! Então, voltamos a questionar o garçom sobre o tinha ali, é claro que ele respondeu: “cerveja, conhaque, vodka, campari…”.

Não ri, não, minha gente! A fome era grande! Logo, ENFATIZAMOS que queríamos saber sobre COMIDA, e ele disse: “Tem uns pedaços de frango na estufa.”

Nessa hora pensamos. MEDOOOOOOOOOOO!

Mas, nada nos abate tão facilmente! Tati, nossa brava e destemida componente, ao chegar à estufa, descobriu que ainda tinha a possibilidade de pedir pastel (queijo e carne) e batata frita! Êba! Êba! Êba!

Claro que, mais do que depressa, fizemos os pedidos e, enquanto esperávamos, Tati deu uma de garçom e trouxe coxinhas de frango da estufa… Quem já comeu, sabe do que estamos falando! Povo, é uma experiência quase que indescritível!

 

As desbravadoras de coxas!

As desbravadoras de coxas!

 

A gente olhou para aquela coxa, a coxa olhou pra gente e… Fecha os olhos e vai! Confia em Deus que é sempre bom!… A coxa deixa um certo gloss natural, mas, PASMEM, é MUITO boa! 

Seguindo a mesma linha, a batata é ótima! Bem quentinha! E tem gosto de batata de verdade, o que é raro nos dias de hoje! Porém, um pouco oleosa… Não dá pra agradar todo mundo, né?! E os pastéis, além de muito recheio, têm cara e gosto de pastel feito em casa, sabe?! TUDO DE BOM!!! Confiram as fotos aí!

 

Fritas e Pastéis

Fritas e Pastéis

Mais preços:

 

·         Batata: R$ 10,00;

·         Pastel: 2,00 (unidade);

·         Coxa de galinha: 2,00 (unidade)

Cliente Assíduo:

Como sempre fazemos, fomos descobrir se tinha um cliente assíduo e quem era ele… Paulinho, alto, bem apessoado, solteiro e chegado em uma loirinha, hehehe…

Ele conheceu o bar quando ainda ficava na 515, é mole? Na época, não bebia, mas ia ao bar comprar cerveja para o pai. Foi aí que Elias, dono do bar, convenceu Paulinho à entrar nessa vida de tantos apelos etílicos…

Paulinho não indica nada para comer, pois apenas bebe! Isso é que é cliente assíduo! Quem ficava irritada de tanto ele ir ao bar, já foi banida de sua vida… Oh, decisão difícil!…

A definição que ele dá para o bar: Só amigos!

É isso aí, Paulinho! Isso é que é amizade! 

Banheiros:

É!!! Se o bar fica em um corredor… É!!!

No início da noite, Gabriel, um de nossos visitantes mais assíduo, foi ao banheiro e o avaliou assim: Limpeza-8/Tamanho 12. (Ainda não entendi direito essa coisa de tamanho, ele ta falando em relação ao tamanho de uma camiseta? Ou que é infanto-juvenil? Que é menor que a gente? Ou ele realmente acha que o tamanho impressiona tanto que vale mais de 10? Só o Gabriel poderá responder…)

Já no fim da noite, eu fui obrigada a ir ao banheiro. Minha avaliação? É!!! Difícil, né?! O que eu posso falar: Bolívia! Quem já passou por lá, sabe! Sabe sim!

Nossas Visitas:

Foi outra noite bem agitada! Tivemos muitas visitas: Danielle, Gabriel, Rafael (aniversariante), Rossi e Andrei. Rafael mostrou-se bem valente. Afinal, passar o aniversário num bar desconhecido, não é pra qualquer um. Mas, o que vale são as companhias!!! E, neste quesito, nós somos DEMAIS!

Meninos e menina, VALEU A AGRADÁVEL COMPANHIA!

 

 Nossos Convidados

Nossos Convidados

Curiosidades:

·         Dani do Anjos foi a numeróloga da noite. Falando assim parece que eu realmente sou quase uma profissional… Mas o que vale são as risadas e prestar um serviço de autoconhecimento pra essa galera! Hehehe;

 

Momento numeróloga

Momento numeróloga

 

·         O dono do bar chama-se Elias. Mantém o estabelecimento há 30 anos. Chegou na nossa cidade em 79, diretamente do Piauí (Veio de longe pra trazer todo seu carisma! Arrasou, Seu Elias!);

·         Todo fim de ano há festa de Natal no Cabana. Neste ano será no dia 12/12 Quem se animar, terá uma super festa pra ir! O Paulinho recomenda!…;

·         Havia uma aglomeração da CUT no bar. O que demonstra o compromisso social e político deste local… Ou não!;

·         Pagamento somente em DINHEIRO! É mole? Mais uma vez, nos ferramos… Se não fosse a Catarina, eu e o Gabriel ainda estaríamos lavando pratos na Cabana! Hehehe

Conclusões:

O Cabana é bem legal! Um pouco fora do que estamos acostumadas… Mas bem legal!

Pra quem gosta de uma aventura sem muitos apetrechos ou frufrus… É ele mesmo!!!

Cerveja gelada, coxa de galinha na estufa, essa é a Cabana! Desculpa! O Cabana!

 

Olha que beleza!

Olha que beleza!

 

Beijos e até mais breve, povo lindo!

Beijaço em frente ao Leblon!

Nesta última quarta-feira, às 20h, houve um beijaço em frente ao Bar Leblon. É! Esse mesmo bar que foi palco de tanta violência e preconceito quando expulsaram dois amigos que se abraçaram e se beijaram na bochecha!

Nem todas as componentes do @debarembar puderam estar lá. Mas, também conheço muitos amigos que participaram desta manifestação pacífica contra a homofobia e vou contar tudo o que eles me contaram! Olha que exclusiva, hein?!

Estiveram presentes cerca de 100 pessoas. Babado, né?! O dono não se pronunciou. Pelo menos, não até onde eu sei! Eles ficaram todos perto do semáforo e quase 2/3 das pessoas eram mulheres. Arrasaram meninas!

Na mesa do bar que fica mais pra perto da rua, havia um grupo grande de homens. Conversando com a Joana, uma das participantes do site: http://www.brasiliensite.com.br, e que esteve lá para cobrir o evento, achei engraçado seu testemunho de que a maioria deles não esboçou uma reação contrária ao contato entre duas mulheres. Ao contrário, eles pareciam gostar e se entusiasmarem com a troca de carícias entre elas.

Porém, pergunto-me qual seria a reação desses mesmos fregueses se a cena estivesse acontecendo entre dois homens… Por que essa diferenciação tão clássica entre a aceitação e até fetiche de estar com duas ou mais mulheres e essa rejeição tão forte quando o sexo em questão é o masculino?

Não consigo entender! Não porque seja mulher… Não porque não tenha quaisquer preconceitos… Não por ter uma mente aberta ou ser permissiva… Não consigo entender porque é muito estranho que, para a mesma moeda, haja comportamentos e valores tão diferenciados!

Por que nossa sociedade é tão quadrada e hipócrita muitas vezes? Por que nos deixamos envolver por tanto preconceito sem, ao menos, pensarmos, refletirmos? Sem que uma análise seja feita sobre o que realmente nos afronta em tais comportamentos. Sem que paremos para conhecer, uma a uma, as causas e consequencias de tanto preconceito!

São tantos anos aprendendo a ser reflexo de uma cultura assexuada, disforme e senil que até as crianças e adolescentes reproduzem este modelo chauvinista e inconsciente que nos afasta da verdadeira natureza humana: sermos provocativos, experimentativos e transformadores!

Não defendo aqui que todos saiam fazendo o que quiserem sem que antes haja uma reflexão sobre todos os aspectos que permeiam esta ou aquela atitude. Mas, é que me assustei quando vi os comentários sobre a matéria publicada no Correio Brasiliense. Eram tantas aberrações! E… São aquelas pessoas e seus depoimentos uma fatia grande e representativa do que, infelizmente, pensam e sentem parte de nossa humanidade.

Dessa humanidade que está, dia a dia, mais violenta, mais perdida, sem quaisquer valores morais, senão aqueles que repetem exaustivamente em locais sagrados, mas que não são os mesmos que regem sua conduta e atitudes frente a vida. É triste, mas é muita hipocrisia!

Por isso, valorizo a valentia desta manifestação pacífica e íntegra que foi o beijaço! Juntos, homens e mulheres demonstraram que o que era aberração para alguns seres, também era a verdade, a entrega e a orientação natural de tantos outros seres. Tão responsáveis quanto eles, tão dedicados à sedimentação de uma família quanto eles, tão sonhadores e construtores quanto qualquer ser humano. Porque, por detrás de todas as máscaras e belos falatórios, ainda somos todos muito diferentes e muito iguais!

Enfim, somos a contradição exata de um beijaço em frente a um bar que expulsa dois amigos pela manifestação natural e carinhosa de afeto entre eles. E é essa afirmação que me assusta: até quando vamos estar em lados tão diferentes?

Somos tão diferentes e tão iguais!

Somos tão diferentes e tão iguais!

Em nome dos nosso amigos, agradecemos, especialmente, aos twitteiros que nos ajudaram a divulgar os acontecimentos da última quarta (23/09). twitter

Sendo assim, em REPÚDIO À HOMOFOBIA, haverá um beijaço em frente ao bar LEBLON – 208 SUL.

Quarta-feira, 30/09, às 20h00.

Para informações precisas e atualizadas:

Olá, pessoal!

Vejam a reportagem que o Correio Brasiliense fez com nossos amigos sobre o impropério que aconteceu no bar Leblon na última quarta-feira!

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/09/26/cidades,i=144526/BEIJO+ENTRE+HOMOSSEXUAIS+VIRA+CASO+DE+POLICIA+NA+ASA+SUL.shtml

Abaixo, a cópia da reportagem:

Beijo entre homossexuais vira caso de polícia na Asa Sul Após trocar uma carícia no rosto, dois amigos homossexuais são convidados, pelo dono do bar onde estavam, a se comportar de “maneira adequada”. O caso para na delegacia
Naira Trindade

Publicação: 26/09/2009 08:15 Atualização: 26/09/2009 08:44

Jomar Moreno, da OAB:  
Jomar Moreno, da OAB: “Todo ato discriminatório deve ser proibido”

Cinco amigos atores — todos homossexuais — sentaram-se a uma mesa de bar. Um beijou a face do outro como demonstração de carinho. A atitude causou irritação no proprietário do estabelecimento, que pediu que os jovens se “comportassem” enquanto permanecessem no local. A intimidação constrangeu os rapazes e eles se retiraram do espaço. A noite que deveria ser de diversão terminou na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), com o registro de uma ocorrência sobre ofensa ao direito à personalidade, garantido pela Constituição Federal.

As vítimas não formam um casal homoafetivo. Jonathan Andrade, 27 anos, e Eduardo Dutra, 25, são amigos. Na última quarta-feira, eles escolheram o Bar Leblon, na 208 Sul, para uma conversa regada a chope. Chegaram às 23h e pediram as bebidas. Antes mesmo que elas fossem servidas, Eduardo abraçou o amigo Jonathan e afirma ter lhe dado um beijo no rosto. Em menos de 10 minutos de permanência do grupo no bar, o gerente José Geraldo Vieira aproximou-se educadamente e pediu que os dois não se abraçassem ou se beijassem enquanto estivessem no local.

A repressão causou indignação nos jovens. Eles se levantaram e acompanharam o gerente que se retirava após passar a mensagem. Queriam saber qual era o problema em manifestar afetividade em um espaço aberto ao público, como um bar. “Dava para perceber o constrangimento do gerente ao fazer o pedido. Parecia uma recomendação do superior dele”, observa Dutra. Durante a conversa, Pedro Diniz, 27, um dos três proprietários do estabelecimento, apareceu e convidou os jovens a continuar aquela conversa na calçada do lado de fora do bar, distante das mesas de clientes que assistiam a um jogo de futebol e ouviam música alta.

“Fomos levados para fora do local e lá o proprietário disse que não queria esse tipo de atitude (beijo entre pessoas de mesmo sexo) no bar dele, como se estivéssemos fazendo algo errado”, revolta-se Eduardo, que tem uma relação estável com um homem há cinco anos. Nem Jonathan nem Eduardo sentem vergonha em assumir a homossexualidade. O imbróglio envolvendo o grupo de amigos teria se iniciado na sexta-feira, dia 18, quando eles comemoravam um aniversário no mesmo bar. “Naquela noite, um dos nossos amigos deu um ‘selinho’ no namorado”, lembra Jonathan. Os jovens acreditam que o dono do bar lembrou-se do episódio e quis evitar que se repetisse.

Defesa
A versão é confirmada por Pedro Diniz, que alega que beijos excessivos — tanto entre heterossexuais quanto homossexuais — são reprimidos. “Se fosse um casal de heteros desrespeitando os outros clientes, a gente também pediria para parar. Nosso público é familiar.” Diniz garante que não expulsou o grupo: “Só pedi que eles se comportassem de maneira adequada. Não posso perder 10 mesas por causa de uma”.

A aversão a homossexuais — conhecida como homofobia — não é considerada crime no Brasil. No entanto, a discriminação contra raça, sexo ou gênero é crime de ofensa aos direitos da personalidade. “Todo e qualquer ato discriminatório deve ser terminantemente proibido. Se a atitude não foi nada que atentasse ao pudor de quem estava no local, ninguém tem o direito de recriminar. Eles são seres humanos e merecem respeito”, explica o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Jomar Alves Moreno. “A atitude cabe ação cível com direito a danos morais. Separar o local como ambiente familiar é outro erro. Homossexuais podem constituir uma família e adotar filhos”, completa.

Professora da Universidade de Brasília e doutoranda sobre relações homossexuais, Suzana Viegas complementa que existe uma proteção sobre a orientação sexual das pessoas. “O artigo 3º, inciso 4º da Constituição protege todas as pessoas de qualquer forma de discriminação, seja ela gorda, magra, negra, branca, hetero ou homossexual. E o fato de eles não formarem um casal só mostra que a ação foi arbitrária. É preciso ter respeito ao princípio da dignidade.”

O Núcleo de Atenção à Diversidade e Enfrentamento à Discriminação Etnorracial, Sexual e Religiosa (Nudim), da Secretaria Especial de Direitos Humanos do DF, acompanha há cinco meses episódios de preconceito na capital. “O órgão é novo e ainda não fizemos um levantamento da quantidade dos casos, mas estamos acompanhando e vamos verificar essa caso”, explica a chefe do núcleo, Carol Silvério.

PROJETO DE LEI

O artigo 2º do Projeto de Lei Federal 5003, de 2001, altera uma lei de 1989 que define como crime preconceitos de raça, cor ou sexo. No projeto, fica proibida a adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso a emprego, ou sua manutenção, por motivo de sexo, orientação sexual e identidade de gênero, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade, ressalvadas as hipóteses de proteção ao menor. O projeto prevê punição de dois a cinco anos de reclusão para quem discriminar outra pessoa pelas razões citadas. Àquele que impedir ou recusar o ingresso ou permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público, a pena será de um a três anos de prisão. No entanto, o projeto tramita no Senado, sem previsão para ser votado.

TELEFONES
Denúncias de discriminação sexual podem ser feitas para o Núcleo de Atenção à Diversidade e Enfrentamento à Discriminação Etnorracial, Sexual e Religiosa (Nudim) pelos telefones 0800 647 1407, 3322-9368 ou 3224-4898.

Para saber mais

Beijaço para protestar

O corte da cena de um beijo entre atores de mesmo sexo na novela América, da Rede Globo, em 2005, gerou comoção nacional. Várias cidades do país promoveram um beijaço como forma de protestar contra o preconceito. A ação se repetiu em Brasília, quando um casal de homossexuais sofreu represálias ao se beijar à beira das piscinas da Água Mineral. Anos antes, em outubro de 2003, dezenas de brasilienses se reuniram no Bar Beirute, na Asa Sul, para se manifestar contra garçons que constantemente pediam aos casais de homens ou de mulheres que parassem de se beijar. Os funcionários argumentavam que o ato desrespeitava o local.